sexta-feira, 13 de julho de 2012

Em lugar nenhum, a última vez


Em algum lugar está unido
Sobre o pó sobra a água
Sobre a chama sobra o gelo
Um ruído ensurdecedor munido
Proveniente de onde içam a frágua
Onde estão reunidos sem selo

Os beijos rolam omitidos
Numa encosta silenciada
Apartada e desconhecida
Com declives cingidos
E vegetação vendada
Com data-limite vencida

Não há ar suficiente para albergar o enredo
Há fôlego para outro beijo
E aquele conhecedor medo

Sobre a cama sobra a promessa
Sobre os corpos sobra o descanso
E neles satisfação impressa


2 comentários:

  1. É bom poder ler tão bonitos poemas. Obrigada Bfsemana um beijinho

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    1. Olá, Verniz Negro!
      Eu é que agradeço, a visita e o comentário generoso.
      Beijinho e um bom fim-de-semana para ti, também.

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