sexta-feira, 27 de julho de 2012

No friso de diligência

A progenitora viu a senhora
Que a carregou
E que transporta aquele argumento
De fascínios botados e embotados,
Em fascículos de meias-luzes,
E quis apresentar um fosso de fé
Em verdades devolutas.

Não há razão para fechar a graça
A algumas unidades da entrada
No brilho nascente da onda,
Essa letal autenticidade,
Que desconhece o logro da sua vida,
Na vaga de impulsos contidos de entusiasmo
Gravado da base à crista,
Retira o provavelmente,
Que rebentará na areia
De coisa alguma,
E continua a sorrir, repetidamente,
Antes de expirar o período
Do seu mundo,
Enquanto os seus olhos fitam
O olhar do horizonte
A observar a perspectiva.

No somatório da febre do arco-íris
Que suportas,
E no choro,
E no jogo,
E no jorro da cores,
Se hoje sobra a lua,
Que não é de ninguém,
Fita a tua penumbra, a tua imagem
E abraça e aperta o mundo e o teu mundo.



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