segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ao cair da noite




Saneada com pavor e lágrimas, 
A sombra que me abandona à noite, 
Nas sombras que à noite me tomam 
Dentro do meu céu, depósito de vultos, 
Entregou o meu nome ao vento, 
Dono de tantos, e que nunca desiste de voltar, 
Num traçado de abraço eterno 
E que toma o esboço das linhas do meu corpo. 

Não sei com que rosto regressará o meu nome, 
Nem com quantas realidades contestadas. 
Mas a sombra, que me abandona à noite, 
Regressará ao alvorecer para se erguer comigo 
E, de novo, ser mais do que companhia. 


  

4 comentários:

  1. Espléndidas letras, un placer pasar a leerte!
    Te deseo un hermoso comienzo de semana, besos.

    http://sombriabelleza.blogspot.com/

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  2. magnífico, vc tem um estilo que gosto demais. parabéns.

    http://umanjotriste.blogspot.com.br/

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  3. Gostaria de partilhar contigo a minha postagem de hoje, dia 14/01/14, no meu blog A CASA DA MARIQUINHAS/
    Desde já o meu “Bem hajas”!
    Beijinhos
    Mariazita
    (Link para o meu blog principal)

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  4. Pode ter outro significado, e poderia encontrar outros, mas, este poema serve-me (cabe em mim) perfeitamente. Em função do que estou a viver, neste momento, entendo que, muitas, muitas vezes, nos etiquetam e nos resumem de forma diferente, o "nome" e a nossa história, de acordo com o grau de proximidade ou de afectividade.
    A nossa sombra pode ser mais do que companhia.
    Adorei! Adoro!
    Bjks

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