quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

, [vírgula]

  
  
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para o atónito gosto onírico que sorria,
há um assombro absorto e embaçado
num coração apertado…
ontem, fome era a água da ria;
hoje, é o seu leito
com uma dor no peito…
à chuva,  esqueço sonhos reais
em escombros de sentenças digitais.
na vida, vivo apenas o que eu poder,
e eu posso o bastante…
mas, num poema só vivo o que eu quiser,
e eu quero tanto…




3 comentários:

  1. Lindo, de provocar os sentidos...
    Um abraço querido, estava com saudade de seus poemas...

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  2. Vive-se no poema o tanto que se quer...

    Beijinhos Marianos, Henrique! :)

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