terça-feira, 11 de outubro de 2016

Regresso a Outubro



Há, claramente, momentos de silêncio; de outro tempo; 
de manhãs que acordam prometidas ao acaso, aos pássaros, 
as raízes emaranhadas; independentemente do tempo. 
No entanto, tudo é tão relativo e as próprias palavras 
nem sempre conseguem assegurar a sua própria forma 
ou a sua consistência, surpreendidas no cais, pelo amolador. 

Regresso a Outubro, às folhas das árvores, por entre folhas 
de cadernos e blocos de onde nunca saí. Regresso ao vento, 
ao frio; à congeminação da alegria de te voltar a ver; à tua boca; 
à casa que chama por nós, com a promessa da chama da lareira; 
à ponta dos dedos; aos olhos; à imaginação; à fragilidade do céu, 
de onde as nuvens hão-de cair para a banheira de mais um sonho. 


 [massivo]



1 comentário:

  1. Parabéns e solta as tuas palavras! :) Continuação de um dia feliz! Muitos beijinhos!

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