quinta-feira, 19 de junho de 2014

urbe XLIV




deixo o quarto minguante no céu 
e quase todas as traças na rua 
que dançam sobre as palavras mais pesadas 
no meu rosto a história do dia continua 
a cidade fica na música do sorriso dos olhos 
esta é a noite cerrada que liberto 
quando todas as sombras forem uma só 
como uma estrada direita e densa 
deixo os fantasmas soltos com as nuvens 
e abrigo as estrelas que me acompanhem 




3 comentários:

  1. Até apetece ir viver para Aveiro! :)

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  2. as palavras encerram o dia e as estrelas ficam com mais luz e conforto.
    a foto está muito boa!
    :)

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  3. E a Fénix renasce das cinzas, ou inicia o processo. Leio o poema no contexto de sequência (a etiqueta "série urbe" e o título numerado aponta-me esse sentido). Há uma mudança de registo, uma resolução de mudança. Um bom poema, a dar consistência a tua escrita.
    Uma belíssima fotografia, com a ria serena, um autêntico espelho.
    Bom fim de semana!
    Bjks

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