sexta-feira, 13 de junho de 2014

urbe XXXVIII




sinto falta do mar e do abraço do seu relento 
e o mar aqui tão próximo e tão genuíno 
com ventos e rebentação na praia e molhes 
quero o vento no rosto e tenho praças vagas 
onde descansam os olhos à saída da luz 
e um tumulto de paz que se manifesta só 
e obriga a esquecer os muros na hora de ponta 
percorrem-me as ruas atravessa-me a cidade 
que me pintou passadeiras e plantou sinais 
que informam vagamente e não sabem florir



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