sexta-feira, 20 de junho de 2014

urbe XLV




mesmo que as palavras perpassem silêncio 
existe um intervalo no meu espaço 
emoldurado pelo sorriso sempre iminente 
e insistente como se esperasse o exame 
dos pigmentos que tingem os enigmas 
e a cidade tantas vezes impulsiva e absoluta 
existe um espaço no intervalo do meu espaço 
que reúne e une todos os meus espaços 
mas não por solidão apenas por liberdade 
e percorre os cantos e recantos da cidade 
como uma carícia minuciosa e ténue 
mas presente unicamente feliz e sem nome 
onde brinco com todas as minhas tristezas 
com todos os meus temores e angústias 
até ao cansaço por alegria 



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