quarta-feira, 4 de junho de 2014

urbe XXIX





existem dias em que perdemos a identidade 
e somos simplesmente substantivos comuns 
unicamente pessoas e meramente árvores 
nesses dias perdemos as horas e a viabilidade 
talvez até a perspectiva e a ingenuidade 
desabam as subtilezas que espargimos na pele 
e ainda assim é possível conceber sorrisos 
e espalhá-los pela cidade em vários destinos 
em gestos que contornam os sentidos pejorativos 
disseminados pelas calçadas que são exoneradas 


1 comentário:

  1. Gosto da foto e do poema, dois caminhos/calçadas, e esta é a parte importante, e inicial e final, do comentário.
    As cidades carregam muito dessa generalidade, padronização, onde nos podemos perder ou diluir. Consigo extrair tantos sentidos dos teus poemas que fico para aqui a divagar. E a repetir-me nos comentários!!... :)
    De facto, gosto da tua escrita!
    Bjks

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