domingo, 16 de fevereiro de 2014

à legítima e pungente entrada da percepção





o lapso ergueu o seu muro e com ele a noite
ainda mais densa e compartimentada
que terminará fundamentada apenas num verso
com as prescrições da consciência ferida

as palavras que andam escondidas pela casa
e as coisas que vagueiam perdidas com a alma
como quem quer perdidamente com a convicção
empírica de que, seja como for, não vai resultar

ou de que, de qualquer forma, vai acontecer
e, ainda assim, dá tudo por tudo por essa vontade
quando tudo é, afinal, em verdade, insuficientemente

quando o silêncio é o eco da solidão dos dedos
porque a vida e a natureza não deixam de ser como são
ainda que as possamos ver e viver como um sonho




3 comentários:

  1. El silencio puede ser un eco que algunas veces aturde... hermosa fotografía.
    Que tengas un buen comienzo de semana, besos.

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  2. Palavras escondidas pela casa... achei interessante essa frase...

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  3. Acreditar e agir, de acordo com os princípios, com respeito pelas diferenças e por tudo o que é como é: a natureza (humana/animal, dos elementos...)! Foi parte do que senti!
    Bjks

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