quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

da alteração às fragilidades




mais do que chão editado
o caminho que não se cala
o meu corpo que se omite
o ar arrepiado e sensível

mais do que som grelado
o olhar que não escala
o odor que se demite
e o espelho móvel e invisível

é o dia que se esvazia
os braços que expiram
e a hora que desmaia

é a noite que vem fria
e os poemas que não suspiram
é a morte da praia




7 comentários:

  1. Triste fim. Nem tudo renasce das cinzas. Abraço.

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  2. nostalgia a desmaiar em seus olhos e nos seus dedos....

    :(

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  3. A natureza clama e reclama!
    Partilho a tua dor e pesar. O que, por vezes, aparenta serem alterações, são evidências de fragilidades que podem ser terminais.
    Senti um frio, não negativo, aquele frio que nos devolve à realidade.
    Obrigada, Henrique!
    Bjks

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  4. Se olhares com atenção para o lado direito, na "barreira", vês o rosto de Jesus...
    Eu já me ri e sei que te vais rir, também, e com isso ganhamos o dia! Ou não (ganhamos)...
    Gosto, Rique! É um reflexo saudoso e poético.
    Um beijinho!

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  5. Beautiful and interesting blog.
    Greetings.

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  6. Una fotografía preciosa y muy expresiva... melancolía en tus letras!
    Que tengas un hermoso jueves Henrique, un beso.

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  7. Ando suspirando por alguma noite fria Henrique ,elas tem o poder de nos aproximar mais,
    Seu poema cala fundo diante da inquietude interior que predomina por aqui em noites quentes ,
    Sempre bonito seu poetar,
    abraço

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