sábado, 1 de fevereiro de 2014

nos dias em que nos fundimos na abstração da inexistência






há uma nostalgia repleta de abruptas recordações
sobre um tempo recente e um destino antigo
com o mar sob o horizonte e logo acima o céu matizado

eu estou em todo o lado e em lugar nenhum
apenas sentado num tempo presente
tão presente que me esqueço de quem eu era
e o céu sonha um gesto de tempo infinito
onde consigo caminhar sobre o oceano
e conquistar o desapontamento da minha insulação

rememoro perfeitamente
como te foste, sol, de rosto inteiramente molhado
e eu de rosto inteiro e lívido
toco o mar, o mar o horizonte e este o céu
quando o céu toca no ponto determinável do finito




Sem comentários:

Enviar um comentário