quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

poema para uma jangada de poemas





encontrei um adágio de penas no lugar das palavras
com que construí uma ponte para unir as margens
da página. encontrei o mar, junto ao molhe, como
se ele fosse sereno confidente e conselheiro

ponderado. falei-lhe das minhas vagas de mais
de quarenta metros; da falta de peças neste puzzle,
peças que havemos de inventar na duna que procura
um indício de solução no espaço, porque lhe falta

a areia, levada pelo mar, pelo vento e pela ausência
de cuidado. a areia que iria dar uma conferência acerca
da liberdade e do vazio de tudo e acerca das nuvens.

e lá estavam elas, as nuvens, para ocultar a linha
do horizonte e evitei falar de amor nessa página
receosa, porque a minha embarcação é uma jangada.




1 comentário:

  1. Que las nubes no logren opacar el brillo del corazón.
    Preciosas letras y preciosa fotografía!
    Te deseo un hermoso día, besos!!!

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