segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

sem a pressa ou o sobressalto das coisas impossíveis




senta-te, as palavras ainda procuram um lugar.
ou, talvez, um demorado beijo de boa noite,
daqueles que se deixam decifrar em sossego
com o aconchego de um abraço prolongado.

talvez tentem recuperar o entendimento,
a serena razão dos seus sintomas em nós.
bebe dos meus olhos as aceitações da fala
que coincidem com as frase em formação.

e, se as palavras demorarem, ficaremos a ouvir
os nossos sussurros que confundem os termos
e alvoroçam a mente num torpor encantado.

a magia que abrevia as distâncias e as ausências
e conquista a realidade que se reúne na vida
em lugares abstractos, sem temer a dúvida da sorte.




2 comentários:

  1. Sinto-me como quem aceitou o convite, se sentou e se sentiu abstractamente num cenário e cena onde as palavras, as boas energias e sensações, abraçaram / envolveram. É lindo!
    Bjks

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  2. As palavras demoram...não faz mal. Fico a ler o teu poema, sem o comentar... fico, sim.

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