quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

aviso


aveiro | portugal


muito alto ou muito baixo, muito ou pouco tempo? 
depende. mas, eu voo. no âmago do frio ou do calor. 
talvez, completamente e na profundidade do ar. 
contudo, preciso de um lugar sólido para repousar 
ou a ilusão de o ter na hora de partir como quem 
há-de voltar da finitude e fragilidade do céu 
suspenso nas linhas espessas da terra e do mar. 

as ilusões precisam de mim, exigem a existência 
e eu voo e vou enérgico, por vezes, tão cansado 
de voar e de ir, conhecedor da inconstância 
do vento e da abstinência do ténue horizonte. 

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