domingo, 21 de fevereiro de 2016

da janela


aveiro | portugal


tenho janelas que se abrem para dentro, 
as janelas que se abrem só por dentro, 
as mesmas janelas que dão para dentro, 
para os lugares que se abrem em mim; 
assim como janelas que dão para fora, 
janelas que se abrem para dentro, 
e que só se abrem por dentro. 

espero por ti desde o início do dia, 
para a minha melhor parte do dia, 
mas as tuas janelas não se abrem. 
creio que nos gostámos até ao fim 
e ainda há tanto para se gostar. 


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2 comentários:

  1. Muito bonito o poema Henrique e a foto excelente!
    Que se abram janelas para todos sem discriminação e que as nossas particulares sejam a espera do sol _do nosso sol particular... rs
    abraços
    depois de uma paradinha,estou retornando aos amigos.

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  2. Também gostei imenso, destas janelas da alma, que se abrem para fora... que se dão... sem se pensar em fechar...
    E a imagem está fantástica... talvez tivesse puxado o angulo um nadinha para cima, para evitar cortar o telhado da casa... e gosto das tonalidades bem suaves...
    Bjs
    Ana

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