terça-feira, 27 de dezembro de 2011

De ocasião


Amargura, a consciência dita a comodidade, ou a sua falta.
Não te quero no meu colo, personifico-te porque me apraz.
Inspeccionas o estado e a determinação de me sentir capaz
E esqueces o esquisso mundo que ofereces e de ti salta.

Pobre enredo de enredar, que em frases curtas se exalta,
Apendoa-se em receios e enormidades, ainda assim, audaz.
Caso de amor, de ausência, de ultraje e, falsamente, de paz,
Arrebita e ergue o teu horizonte, enquanto o ardil te ressalta.

Redimo-te, sem peso e sem pejo, da pretensa pena ou castigo.
Perdoo, crédulo, sem poder, a arrogância e até posso ser teu amigo
Mas não me seduzas com o teu regulamento condicional.

És, tão só e por ti, Amargura, difusa confusão de desabrigo;
Ténue linha, imaginária, condutora de recato e de moral.
Sai do meu regaço, deixa de ministrar governo. Vida real!


6 comentários:

  1. Sabes o que é um cão atrás do rabo? Assim estou eu hoje. Tenho de recorrer a banda larga e de vez em quanto a antena exterior e outras vezes a minha net sorri-me...Tão querida, não é? Bem, mas vai dando para vir e ler e comentar. Adorei este poema também, sabes que sorri no fim? Essa amargura... Tem nome de mulher, logo não poderia ser senão aduladora... Mas todas as mulheres apesar da fama de "enganadoras" por vezes não o são. Adorei está divino. Beijinho amigo. continuo a não conseguir entrar no teu blog sem fazer uns malabarismos mas seja. Faço os que forem necessários. Bom dia de amanhã!

    ResponderEliminar
  2. :)
    És muito divertida e gentil. Não imaginas o quanto me fizeste rir.
    Por vezes também experiencio dificuldades ao aceder ao meu blogue. Já desisti das imagens, já experimentei deixar só os posts... Mas não encontro explicação dentro do próprio blogue, a não ser às palavras. Creio que se tornará mais acessível, e mais rápido, se prescindir das palavras. (A plataforma está muito lenta.)
    Agradeço-te o comentário. Já nem sei como te agradecer.
    Um beijo enorme

    ResponderEliminar
  3. Pede-se urgentemente vida real. E eu entendo isso. Sinto também.

    Mas o que é o real? É somente o que nos rodeia, o que vemos de olhos abertos, o que o tacto sente?

    Não é real aquilo que se sente cá dentro, a forma como se imagina, o sentir pele sem que de facto se saiba a sua textura?

    O que é real?

    Será mesmo tudo fruto de imaginação? De um querer?


    A amargura, cruel, que se instala sem percebermos, põe-na na rua!!!!!

    ResponderEliminar
  4. Pedia, tão só, um sonho; só mais uma vez...

    ResponderEliminar
  5. Sabes Henrique... existe uma diferença grande entre pedir um sonho e pedir aquele sonho especifico.

    Força, não o peças, luta por ele! Só assim o terás.

    ResponderEliminar