terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Revelar e não confundir «ser» com «ter»


Posso oferecer-te palavras, que não são minhas, são
De todos e nem todos as querem. Palavras, pinto,
Com elas, palácios e arvoredos, mesmo os que não sinto;
Destravo um agravo e com ele o regozijo da cessação.

Como queimam no Astro-rei, onde cintilam e brotam, de papelão,
Em frases plásticas ou herméticas; fáceis ou comuns. Extinto
O fogo, ou levadas pelo vento, perco-me no realce em labirinto,
Menos do que na estrada efémera da realidade em construção.

Deixo, unicamente, os sentimentos, os afectos. Contudo,
Lavo o espírito, que não finto, em tisanas de humildade.
Ai, sorte, sina, acaso ou bênção, que não tenho e não iludo.

Aludo! O peso das palavras tem várias medidas. Desigualdade
No texto exacto, onde sou grato, e posso ficar, apenas: Mudo!
Todo eu sou minudência, que se expande, resguarda e evade.


4 comentários:

  1. O que dizer? Gostei muito. Repetir-me vale a pena? Escreves que é um prazer ler-te. Beijinho e uma boa noite. Bom dia de amanhã.

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  2. Olá!
    Obrigado!
    Um beijinho e boa noite para ti, também.
    Até amanhã!

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  3. A oferta de palavras é válida pelo sentimento que transportam. Oferecemos mais do que aquilo que é de todos e não é de ninguem. Oferecemos sentimentos.

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