quinta-feira, 17 de março de 2016

aproximadamente


aveiro | portugal


crescem, em desalinho, afectos nos sorrisos 
e uma salutar nostalgia líquida reservada. 
desejei viver os pensamentos da noite 
e os lugares mais densamente povoados 
da pele. agora que leio o dia, é nele 
que fica e acontece o absurdo da vontade: 
imagens onde espelho um tamanho da ria; 
onde corto os despropósitos do escuro; 
onde, por acaso, não cabe todo o tempo. 


 [palavras relacionadas]


3 comentários:

  1. Ainda há sorrisos, ainda há a luz espelhada na ria.
    Belo!

    Beijinhos, Henrique :)

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  2. Nada se cabe no tempo...o tempo nao cabe em lugar algum...

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  3. Qualquer imagem... que nos fique... é sempre de um momento... que nunca permanece no tempo... mas nas nossas emoções e recordações... aí sim... creio que o tempo, se deixa agarrar... enquanto recordarmos um determinado momento...
    Mais uma bela inspiração, por aqui!...
    Bj
    Ana

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