quinta-feira, 24 de março de 2016

descalço-me


capela do senhor da pedra | praia de mira mar - gulpilhares | vila nova de gaia | portugal



a febre dos dedos do sol na pele fremente 
e a abrolhar sensações invisíveis e ululantes, 
exercita, ou antecipa, o que possas vir a dizer. 
não me recordo do que disse e os meus olhos 
repetem a procura, que é a loucura de não ver. 
não venho para te dizer como nasce o amor, 
ou porquê; ou porque lhe crescem as sombras 
nos sítios onde mais resplende, e à luz do sol… 
porque isto somos nós: os defeitos, a carne, 
as tentativas, o consentido... o amor e, ainda, 
tudo aquilo a que possam chamar de: pecado. 


 [palavras relacionadas]


1 comentário:

  1. E o pecado maior... será mesmo não amar...
    Todas as formas de amor, são por si só, uma forma de absolvição... para quem ama...
    Como sempre um poema encantador... conjugado com uma imagem luminosa e tão bonita... que nos dá vontade de descalçar... também os sapatos...
    Bjs
    Ana

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