segunda-feira, 18 de abril de 2016

castelos de areia




não guardo e não possuo mais do que o intelecto apressado, 
expresso na mobilidade dos vocábulos, à beira de um caminho 
hesitante, à sombra de verbos em desuso, com versos nos ombros. 
as palavras surgem como se fossem a areia húmida e compacta 
que adquire uma informal forma fractal do imaginário inequívoco, 
por vezes, próximo, noutras, longínquo, da flexão dos sentimentos.   
eu recordo e reconheço o frágil equilíbrio dos meus castelos de areia. 
sabia e sei-lhes o fim, sob a inocência do sol, do vento, das ondas 
ou do jugo da malícia humaniza, e de como não me era indiferente, 
apesar do autêntico desapego e entendimento. 



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1 comentário:

  1. O reconhecimento da efemeridade dos castelos de areia... muitíssimo bem expressa, em imagem e palavras... e mais um post admirável... em toda a sua magnitude...
    Bjs
    Ana

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