sábado, 30 de abril de 2016

a qualquer um


aveiro | portugal


o céu escorrega no gosto da terra, de 
encontro à fome de desassossego que 
acolhe o murmúrio dos afectos coibidos. 
algumas palavras foram, pelos seus próprios 
meios, a fátima. a peregrinação deixou um 
rasto de lembranças e de expectativa, pelo 
caminho. coisas que pertencem a qualquer 
um e se misturam no distanciamento. 
eu fiquei na laguna. tinha perguntas no 
ar, em equilíbrio, abraçadas às respostas. 


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1 comentário:

  1. Um poema, em jeito de confissão, e desabafo, quanto à necessidade de recolhimento... que a imagem complementa muitíssimo bem...
    gostei imenso!
    Bjs
    Ana

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