sexta-feira, 15 de abril de 2016

imprevistos caminhos


aveiro | portugal


já não somos rigorosamente a mesma coisa. 
abriram-se novos e imprevistos caminhos, 
e sulcos na expressão, que podem alcançar 
as fundações da memória, do entendimento 
da sensibilidade, que observo como a um mapa. 

posso chegar de corpo cego, com a nortada, 
numa edição portuguesa, com a alma no fado, 
mas sem o pensamento, ou o sentimento, 
agreste, e ouvir-te cantar a minha ilustre culpa, 
no teu refrão predilecto. ontem, hoje, amanhã… 

sempre. 


 [palavras relacionadas]


1 comentário:

  1. E são as memórias... que nas suas fundações, firmes, de entendimento e sensibilidade... fazem a ponte entre os caminhos do passado, e os do presente... sempre...
    Mais um belo caminho, que descobri por aqui... também na foto...
    Bjs
    Ana

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