sexta-feira, 22 de abril de 2016

fim-de-semana - I


aveiro | portugal


por vezes, chegas, sem chegar, 
e eu estou, sem estar, no teu abraço. 
somos a parte mais abstracta do museu 
vivo, na sala onde o amor é uma colecção 
de silêncios de múltiplas dimensões 
à procura de um espaço na engrenagem. 
por vezes eu chego, sem chegar, 
e tua estás, sem estar, a um paço* passo,
onde somos o momento mais hesitante 
do movimento de atracção transcendental. 


 [palavras relacionadas]


nota:
     *paço - fazia parte de redacção inicial, no post, apenas, de forma errada, e passou a integrar o poema.


4 comentários:

  1. Aveiro sempre maravilhosa captada pela tua objectiva!
    As palavras de amor...

    (não reparaste que o corrector te transformou a palavra "passo" em "paço" :))

    Beijos, Henrique :)

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    Respostas
    1. [ups! não tinha reparado. mas já me fustiguei ... obrigado , Maria! ;)]
      beijinhos

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  2. Achei que a correção fizesse parte do poema, dando-lhe um duplo significado.
    amei. Criativo, suave e profundo.

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  3. E por aqui... não se dá passos em falso... :-D
    Gostei do paço... que passou a estar... e até faz sentido... se se parar para pensar...
    Gostei de estar a um passo do paço da cidade, que também a tua imagem, nos deixa apreciar...
    Bjs
    Ana

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