quinta-feira, 28 de abril de 2016

quantas vezes não


arredores de aveiro | portugal


é sem intenção que chamo destino ao acaso, 
assim como não era meu propósito amar-te. 
os dias começaram a nascer um pouco mais 
alegres e a cabeça criou relações precisas. 
não foi por deliberação que me senti atraído, 
nem decidi que, por castigo, te haverias 
de vincular pelos mesmos sentimentos, 
enquanto tecia, a ermo, a rede dos afectos. 
não é pela falta de sorte que não nos unimos, 
talvez, de certa forma, pelas circunstâncias, 
pela própria natureza. mas, quantas vezes não 
encontrarei o sossego e não me encontrarei? 


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1 comentário:

  1. O amor... aquele permanente desassossego, onde sempre ansiamos por nos aquietar... nas nossas redes de afectos... que tão bem materializaste na foto... onde todos se desejam perder e encontrar...
    Mais um post fantástico! E um dos meus preferidos, por aqui...
    Bjs
    Ana

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