terça-feira, 21 de junho de 2016

com vénus, como estrela da manhã omnipresente




acordar com os pés em contraluz, fora do verso, 
e com os olhos nos teus, a descobri-los lentamente, 
como quem descobre o sentimento e o seu reverso, 
por baixo das tuas palavras, mechas sentimentais. 
desdobrar as asas e tornar o coração maior, em mente, 
no fruto dos meus vingados silêncios ornamentais. 
fomos o tão longe do que tanto somos do universo. 


 [elipse]


1 comentário:

  1. (Tinha um comentário bem grande... e perdeu-se. Grrrrr)
    Dizia que, num pequeno rectângulo de palavras, encontro tantas imagens, tantos sentimentos... Uma aparente única cena onde podemos descobrir tantas outras...
    A foto aparenta funcionar como contraponto, a realidade nem sempre é perfeitinha.
    Excerto de vaso (produção caseira? :) ); folhas maceradas; fruto verde, fruto com "formato invulgar", fruto "perfeito" (creio que o elo mais evidente de ligação ao poema são os frutos)... Gosto do "ponto de situação", que deixa espaço ao futuro.
    :)
    Bjks

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