quinta-feira, 30 de junho de 2016

pitada


aveiro | portugal


há uma ponte que perdeu as guardas, 
o halo e os laços de amores amarrados. 
a ria mostra-me as algas no seu cabelo 
de água, onde viaja o verde das horas 
que adquiriram a postura de uma ponte 
que luta contra a solidão da internet. 
em breve, poderão, de novo, amarrar 
o amor na ponte, como algas coloridas, 
como quem pretende, também, medir 
a erosão do tempo, uma outra ponte. 
as algas, entretanto, estão a meio de uma 
revolução, no insondável da alma rasa da ria.  



 [elipse]


1 comentário:

  1. As pontes, tal como a Net representando o desejo de chegar a um outro lado... e tal como a poesia... tudo vias, que nos levam a lugares, onde a solidão, se deixou ficar para trás... intencionalmente.
    Belíssima a analogia, criada com a imagem e o poema, como sempre...
    Bjs
    Ana

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