segunda-feira, 27 de junho de 2016

por dentro


santa cruz, torres vedras | portugal


não decretem a condenação das palavras. não é, 
apenas, a sua imprecisão e a sua insuficiência. 
cá dentro, nos locais da consciência, o presente 
é mais do que um hiato que deixa vários rastos 
e gradientes de passado, e que caminha para o futuro, 
que é incerto; abrange um período que, fisicamente, 
já passou e um período que ocorrerá em breve. 
não lhe estabeleci uma escala precisa e inflexível. 
também não sei quantificar o quanto e até onde amo. 
sei que há coisas, ou seres, de que gosto mais, mas 
valorá-lo, dimensioná-lo… quantificar… não consigo. 
é verdade que, também, nunca me esforcei para o fazer. 
dentro ou fora da ria, não sei explicar-te em que paleta 
de azuis e de verdes me pinto. creio que os prismas 
e os espaços mudam com o olhar e com a quantidade 
de alma que aplicamos no mesmo instante. e, deste 
sistema, mando cumprimentos para quem vai 
e para quem fica. eu, por cá, vou indo e ficando. 


 [elipse]


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