segunda-feira, 16 de maio de 2016

a minha poesia


aveiro | portugal


por vezes, chamo por ela, a poesia, 
e ela vem, sem saber ao quê ou para quê. 
outras vezes, é ela que me chama e eu vou, 
nem preciso de saber por onde, para onde. 

as bruxas retribuem-me a descrença. 
a minha poesia não tem corrente, 
nem doutrina; creio que, nem destino. 
mas tem muita electricidade e é condutiva, 
e, como se fosse uma verdadeira divindade, 
está em tudo e anda por todo o lado. 
mas sem estar e sem andar. 

é com se estivesse no corredor do verão 
com um enorme bando de pássaros, 
de várias espécies, pousados nos ombros. 


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1 comentário:

  1. E se a poesia te conduz... não deves ter nela qualquer descrença...
    O poema... mais um dos meus favoritos por aqui... e a foto... um verdadeiro poema para o olhar...
    Está fantástica, com umas tonalidades, bem bonitas!
    Bjs
    Ana

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