sábado, 28 de maio de 2016

horas excepcionais


aveiro | portugal


num fantástico relâmpago anatómico, 
este sábado não esteve tão avenida 
e a avenida não esteve tão musical. 
mas não importa o sábado, ou a avenida, 
a uma corola de horas que entra na chuva, 
aqui, onde a esperança corre debaixo das pontes 
numa imensa desarrumação de reflexos 
e numa desafogada dança líquida. 
se não venho acrescentar valor a este quadro, 
que não o subtraia de qualquer forma. 
e dividi-lo: só se for por partilha. 
quem ama o que ama, arde até ao fim, 
em horas excepcionais, sem incinerar primeiros, 
segundos ou terceiros. 


 [elipse]


1 comentário:

  1. Pois é... não sei se a foto traduz o poema... ou o poema traduz a foto... mas a conjugação de ambos... mais uma vez, é que é excepcional...
    E vivam as horas excepcionais... que nos permitem fazer, e sentir coisas especiais... e muitas vezes, inesquecíveis...
    Bjs
    Ana

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