quarta-feira, 25 de maio de 2016

relógio


aveiro | portugal


há uma ideia inflamada e sobre a infantilidade do «eu», 
do «eu» como estigma de pobreza paisagística e literária 
e de qualquer «eu» alternativo que não seja o seu. 
pois, eu diluo-me num tempo facultativo, que passa 
clandestino sobre tudo aquilo que já esqueci 
e que se equipara a tudo aquilo que desconheço. 
a cidade parece ainda mais pequena no ar salino. 
o relógio da sala perdeu-se na contagem do tempo, 
entre horas imaginárias e sequências de alheamento. 
um movimento mecânico e solidário para com o destino 
das horas expiradas. mas não é esse o vazio que sinto. 


 [elipse]


1 comentário:

  1. Qualquer espera... é sempre o lugar mais vazio do tempo... em que o tempo, parece que não acontece, nem passa...
    Adorei este tic-tac do teu relógio... e a imagem, revela-nos mais uma soberba panorâmica da tua cidade...
    Beijinhos
    Ana

    ResponderEliminar