segunda-feira, 30 de maio de 2016

com o dia na proa


aveiro | portugal


se os dias os braços nos encolhem e para o céu olhamos em súplica 
como árvores, poderemos sorrir, também, para encurtar a distância 
que nos separa da auto-indulgência. qualquer resquício de alegria 
aviva a cor mais mortiça, até porque, o céu cai mais fundo na escuridão. 
sei que isto tem um certo sentimento, um certo gosto, um certo ar, 
uma certa textura, um certo odor cliché, sempre ao sabor da maré. 
mas poderemos, ainda assim, celebrar a saudade e a nostalgia, 
com uma garrida frase brejeira e um erro ortográfico, na proa. 


 [elipse]


1 comentário:

  1. Heheheh! Uma frase brejeira também saudou uma determinada pessoa, por lá no meu canto... e já corrigi o erro por lá... :-D
    Por aqui... palpita-me um erro ortográfico no barco... motivado por um belo par de motivos... mas realmente não consigo ler... :-) será na palavra trás/traz)?... Costuma ser um clássico, em matéria de erros ortográficos...
    Um excelente poema, acusando uma pontinha de nostalgia, que a proa do barco como complemento, parece desejar contrariar... e que, com o seu colorido, e brejeirice, vem dar um toque de alegria, num dia particularmente cinzento...
    Mais uma bela perspectiva da cidade... em imagem e palavras, como sempre, por aqui, Henrique!...
    Beijinhos! Boa semana!
    Ana

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