quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

coisas de pombos





renuncio às objecções emergentes das artérias
que conduzem o sangue à emergência da vida.
é outro, o pasmo de possuir sem ser dono
ou locatário, como o separar dos gomos
do espaço onde te irás alojar em mim,
até à transformação do meu nome
num determinante gramatical.
desço, até ao fundo do teu ventre,
num enigma compreensível de afecto,
onde eu nos invento nas balizas da pele,
para transcender a existência e a duração.
conduzo o sonho à urgência das mãos zelosas. 
parou de chover. os pombos ensaiam novo voo. 


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2 comentários:

  1. Nestes ensaios se vive a felicidade.

    Beijos, Henrique. :)

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  2. Voa-se através das tuas palavras... sobre um mar de afectos...
    Mais um poema do qual gostei muito!
    Beijos
    Ana

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