domingo, 17 de janeiro de 2016

pronto


ponte d. luís I | porto | portugal


qualquer coisa pode ter um, 
ainda que breve e fugaz, passado. 
era essa a nossa humidade cristalina 
e crescíamos no contentamento. 

demos frutos inacessíveis. 
reconhecemo-nos no acto da espera, 
enquanto fingíamos ter corpo 
com abraços ternos e desobedientes. 

aqui, os dedos, morriam, corteses, 
para tocar a alma arfante e suspirante 
do lado oculto da janela por abrir. 

quando te recordo, percorro o flanco 
dorido de um sonho incandescente, 
entregue a humildade de partir e partir. 



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1 comentário:

  1. E pronto!!!
    Mais um post fantástico, por aqui...
    Acho que não preciso dizer mais nada!... A não ser que a perspectiva da imagem está brutal... de boa! Ao nível do poema...
    Bjs
    Ana

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