quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

lembrete


aveiro
aveiro | portugal



na inquietação do vislumbre da luz do início do dia, 
o corpo a aprender a temperatura do inverno 
que não se prende, nem se reproduz, no fotograma, 
mas que se fixa no encrespar do aveludado das coxas. 
as sílabas desprendem-se em meneios instintivos 
mas, já não é tão fria como costumava ser, a cidade. 
por isso, tento tocar-te sem recolher as marcas do espaço. 
os meus lábios afogueiam num mistério indecifrável 
e preenchem a lacuna e o tempo da hesitação das sílabas, 
na têmpera da carne viva da nossa matéria que adolesce. 


 [palavras relacionadas]


1 comentário:

  1. lembretes de motivos para ficar... quando nas cidades se ganham raizes, que nos prendem ao seu chão, mas nos deixam voar...
    O enquadramento da imagem está soberbo! E a gaivota... foi mesmo a cereja no topo do bolo!
    Beijos
    Ana

    ResponderEliminar