quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

olha




poderia viver só do olhar, naquele que é o gesto 
de nos olharmos mutuamente nos olhos, onde 
nos aninhamos e escorremos como as gotas de água 
nas vidraças dos prédios insuficientes para albergar 
o delírio do peito desarrumado, muito antes 
da chegada das mãos laboriosas que incluem 
aquilo que a vida teima dispersar por capricho. 
olhos nos olhos, soltamos todas as palavras 
de êxtase e paixão, que terminam os silêncios 
da noite e determinam os seus ruídos, com 
ou sem luz, nas sombras da audácia e da sorte 
das viagens pelos nossos relevos e lonjura. 

 [palavras relacionadas]



1 comentário:

  1. Um belíssimo e inspirado olhar... em imagens e palavras, numa simbiose perfeita!
    Um post, mesmo para olhar... e ver!...
    E aproveito para ver também, as novidades para trás, por aqui, nestes dias em que tenho estado mais ausente dois blogs...
    Beijos
    Ana

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