terça-feira, 15 de novembro de 2011

Dois


Dois

Encosta a tua cabeça no meu peito,
Ouve o som que o meu coração produz.
Esquece o brilho que te cega e seduz,
Respira suavemente e sem trejeito.

O descanso não pode ser defeito.
A carícia, sincera e demorada, conduz
Os sentidos por uma estrada de luz,
Tão clara, e trilhada ao nosso jeito.

Repousa a aflição desproporcionada
No meu colo sereno, manso e quedo.
Faz uma pausa na rotina alvoroçada.

Aninha-te, abraça-me. É cedo!
Recolhe-te, em mim, na alvorada.
Junta, justo, o teu ao meu medo.


4 comentários:

  1. Está lindissimo. Doce, terno e tão (ao mesmo tempo) inocente e intenso. Beijinho para ti.Uma boa noite.

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  2. Boa noite, Verniz Negro.
    Obrigado!
    Um beijinho para ti, também.

    ;)

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  3. Neste momento, era muito bom conseguir fazer do poema realidade.

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