quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Só para dizer [XVI]:


     Conheço bem os percursos da falácia, por vezes mascarados de «constatação», outras vezes encobertos pelo apelo da «relatividade» ou «condicionalismo» filosóficos, científicos ou populares, cuidadosamente manipulados, quando não se apresentam pela simples «refutação» ou «negação». Porém, apesar disso, em abono da verdade, devo dizer que, na aparente liberdade da poesia, também cabe o gostar, o concordar e o não gostar, o não concordar de quem lê.

5 comentários:

  1. Estamos sempre sujeitos não só com o que escrevemos, lemos, somos ou são os outros a não gostar tanto ou gostar em excesso mas em qualquer das vezes penso que a verdade deve ser dita. Dizer que uma pessoa é óptima o que faz é fenomenal e adulada em demasia soa a falso, mas por vezes é o que se sente. No entanto isso não nos deve cegar para nos poder deixar ser isentos e apontar o menos bom. Ao outro só caberá aceitar e melhorar tal como aceita o elogio terá que lidar com a crítica. Sempre feito construtivamente que depreciações e achincalhamentos não levam a nada. Só revoltam. E a falar é que a gente se entende. Depois todos somos falíveis e imperfeitos e temos coisas em que somos muito bons ou sofríveis é normal.Não sei se fugi ao que pretendias dizer também se o fiz peço desculpa. Falando de sinceridade e porque gosto dela, resolvi continuar no Sapo também mas inspiraste-me. Lá só comentarei quem achar que devo, não adicionarei indiscriminadamente e conto estar só...Em paz! Vou ser diferente. Tenho de ser e só lá continuo porque tento e aqui ando mesmo desorientada e às voltas. O meu blog de vez em quando "revolta-se" contra mim e fico a olhar como um burro para uma casa...Lá consigo fazer tudo num piscar de olhos. Mas não deixarei o meu blog aqui embora escreva menos. E gostava que tu também não levasses a mal eu continuar lá. Como digo sou uma pulga! Saltitante e maluca. Qualquer dia apanham-me entre dois espaços e esmagam-me. :) Disse-te porque gosto de ti e gosto de ser sincera com quem estimo. Um beijinho grande obrigada pelo teu carinho. Desculpa o testamento. Até porque eu continuo a comentar-te aqui adoro o que escreves ´ só se fosse louca deixava de te ler. Obrigado por o fazeres.

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  2. Talvez por isso a razão principal de escrever tenha de ser por nós mesmos e não para os outros. Beijo. sol.

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  3. Olá, Noctívaga!
    Creio que entendeste o que quis dizer, o que me deixa ainda mais satisfeito (emiti uma mensagem com informação que foi recebida e descodificada com sucesso pelo receptor). Quem escreve deve ter pelo menos uma mensagem, uma informação. Comunica. Essa noção deve estar presente, quando se escreve e partilha.
    A forma, o meio, os recursos… São escolha de quem produz, que tem, também, um propósito (lúdico, educativo, recreativo...).
    Terei todo o gosto em continuar a ler-te. Tens todo o direito de escolher a plataforma e de conceder ou de retirar o acesso ao teu blogue, quando e a quem entenderes.
    Beijinho

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  4. Olá, Sol!
    É isso. Devemos ser genuínos.
    Não escrevo este texto por qualquer motivo pessoal, ou seja, é pessoal, porque transmite algo que sinto, mas não por me sentir injustiçado, acossado. Escrevo-o por sentir e saber que, acima de tudo, quem lê, quando lê, para além de fruir, gratuitamente ou não, tem direitos e deveres.

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