segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Regresso sem porfia


Regressa, ainda que seja em recordação,
A esses que deixei guardados na soleira,
Ao Sol, para recolher enxutos. Termos.
Enquanto alcanço fundamentar, apenas,
Sinceridade, ainda que agite a sensatez.

Volta e torna, sem fim, a água do mar
Para realçar a ficção do ideal formado
E desvanecido pelo marulhar constante,
Compassado e aceite antecipadamente;
Para alcançar a quimera do paradigma
Num corpo irreal que absorve da Lua
A reflexão de luz oriunda do Astro-rei.

Tenacidade, sempre que nos tocamos
Com os olhares e não estamos juntos;
Quando as palavras gritam em sossego
Amores de novas histórias encantadas
E, por fim, se despem e se colam à pele,
Transformadas somente em vocábulos.

13 de Novembro de 2011


4 comentários:

  1. É bom sentir que se toca, que se olha, mesmo quando não se está junto.
    É algo que ultrapassa qualquer texto que se possa escrever.

    beijo.

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  2. Olá espero que não estejas aborrecido comigo. Adorei o teu poema. Há uma frase célebre de um escritor catalão que diz mais ou menos isto "para se amar não é preciso estar perto viver junto, todos os amores célebres viveram afastados" é linda a tua forma de escrever e expressar os sentimentos. Para se amar quanto a mim é só preciso aguentar firme o que se sente mesmo na distância e o toque o olhar fazem-se quase reais. Um beijinho. Espero não ter perdido a tua amizade.Boa semana

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  3. Olá, Verniz Negro.
    Não estou aborrecido, nem perdes-te a minha amizade. Ando bastante ocupado com o trabalho, a minha subsistência. Nada de especial mas, fico sem muito tempo e extenuado. Melhores dias virão, seguramente.
    És sempre muito generosa para comigo, nos teus comentários, e honras-me com a tua visita, que, sinceramente, agradeço.
    Um beijinho

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